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Final de tarde de sexta-feira. A noite adivinhava-se fresca, mas a temperatura dos corpos e a adrenalina estavam em alta.

Garagem com eles. O “velhinho”, mas insubstituível, jipe que nos acompanha desde o início da relação, lá nos esperava apetrechado com a tenda de campismo, os sacos cama, a manta, a lanterna, o “nosso” rádio de sempre e outros acessórios aos quais juntámos alguma roupa quente e confortável e uma geleira com bebidas e comida.

Sem destino assim saímos. Quase por instinto parámos numa tranquila praia a norte da costa alentejana. Montamos acampamento num canto protegido por uma falésia. Longa ia a noite, sempre com a Lua cheia e as estrelas por companhia, a musiquinha do rádio e o desvario dos corpos selvagens, inspirados e livres. Mergulho nas águas calmas do mar e uma visita inesperada!

A Guarda Costeira aparece sorrateira. Aborda-nos e pergunta-nos o que ali estamos a fazer, pois certamente saberíamos, até porque estavam placas bem visíveis a sinalizar, que ali era proibido acampar.

Tentámos explicar, mas julgo que o brilho dos nossos olhos os fez compreender que as regras poderão sempre ter uma excepção.

- Muito bem, terão de sair rapidamente daqui para que não tenhamos que vos autuar. Quando voltarmos, mais ou menos dentro de 48h00, não vos queremos encontrar por aqui.

Não desrespeitámos a autoridade. Assim, 47 horas depois já estávamos de regresso a casa.

 

Beijocas

Mafalda

 

Foto: www.olhares.com

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