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Saber ouvir

por Mafalda, em 03.07.14

Sexta-feira. Telefonei-lhe à tarde. Estava ansioso. No trabalho ia haver alterações. Senti que começava a ficar preocupado por antecipação.

Quando chegou a casa tinha um rosto de quem carrega uma grande angústia. Pedi-lhe que tomasse um banho, vestisse qualquer coisa descontraída e confortável, pois iríamos sair para jantar e conversar. Acedeu.

Levei-o para um motel requintado nos arredores da cidade. Jantámos na suite nupcial. Deixei que falasse, sem nunca olhar para o relógio, nem o interromper.

Deitou-se na cama, julgo que sem dar conta de onde estava. Apaguei a luz principal e acendi apenas as de presença. Comecei a massajar-lhe o corpo com um óleo de massagem, e ao ouvido ia-lhe dizendo palavras ternurentas.

Sentia-o cada vez mais descontraído, relaxado e a ficar quente, muito quente. A expressão do rosto alterou-se e já num jogo de sedução mútua convidei-o a entrar na banheira de hidromassagens já preparada com pétalas de rosas vermelhas.

Há momentos em que realmente um dos maiores prazeres da intimidade é apenas deixar que os olhares, gestos e carícias falem por si.

 

Ficámos mais de uma hora na banheira, naquele silêncio tão cúmplice que pelos seus sorrisos comecei a perceber que tinha chegado o meu momento. Deitei-me sobre ele, numa posição em que nos olhávamos de perto, olhos nos olhos. Falei então eu.

A água arrefeceu, tomamos um duche quente e voltámos para a cama. A intenção era ficar apenas uma noite. Voltámos ontem já pela tardinha.

O sorriso e o brilho no olhar dele hoje, antes de ir para o escritório, dá-me garantias de que irá continuar a trabalhar com empenho, sempre criativo, inovador e preparado para novos desafios.

 

Beijocas

 

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