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Dia Internacional do Orgasmo...

por Mafalda, em 02.08.14

 

Queremos qualidade em detrimento da quantidade… ou não?

 

Sexta-feira, 31 de Julho. A minha cabeça já só pensa (agora que é hora de almoço) no fim-de-semana. Melhor, há dias que já só tenho as ideias concentradas no “Meu Querido mês de Agosto”.

Durante a manhã andei mais pelas nuvens que cá pela Terra. Durante a madrugada o calor fez-me rebolar na cama, sair dela para a sala e da sala para ela. Atento… o meu companheiro perguntou. “Mulher, que te perturba”. Tu…, como é que pode uma pessoa dormir sossegada ao lado de um corpo nu, moreno, perfumado e quente, muito quente… Nem me deixou acabar a explicação.

Ainda bem que tenho uma cama resistente, que os vizinhos precisam de descanso. E não é que a manhã chegou depressa e eu fresquinha como se uma repousante noite de sono tivesse tido.

Nada é por acaso. Acho que tenho um Carma, um Feeling que me desperta para os imperdoáveis esquecimentos.

Nem me tinha lembrado que hoje, dia 31 de Julho, se assinala o Dia Internacional do Orgasmo. A minha mente e o meu corpo fizeram-me levantar de manhã a pensar: “Que noite, que homem… ainda bem que as férias começam amanhã. Isto promete”.

Atenta, uma amiga da “A Maleta Vermelha” deixou-me uma mensagem no email a desejar-me muitos e bons orgasmos. Ora aí está, eu não me lembrei, mas o meu corpo não se esqueceu.

Estas amigas!!! Boas amigas, porque fui logo lembrar-me daquela dos estudos, estatísticas e sondagens. Desta vez fui eu que fui procurar tudo o que era possível encontrar sobre o assunto. Não, não é sobre o orgasmo, é de como estamos (nós mulheres e porque não homens) de orgasmos?

 

Fiquei exausta. Depois de uma noite daquelas, tentar perceber porquê é que foi criado o Dia Internacional do Orgasmo, que há quem diga que “o órgão sexual do ser humano está entre as orelhas”, quando tudo o que queria saber é se andávamos todos bem, satisfeitos e bem informados, não foi tarefa fácil.

Quero lá saber se foi um conjunto de sex shops inglesas que há dez anos implementou o dia como estratégia de marketing. Não me vão dizer que agora o pessoal só se lembra de “trabalhar” para ter um orgasmo neste dia!?

Essa do Natal, Dia da Mãe, do Pai, da Criança, ser todos os dias a mim não me convence. O que sei é que são dias de consumismo devastador e depois o ano corre até à próxima data em que não nos podemos esquecer de ligar à Avó ou de ir ao máximo de museus possível no Dia internacional dos Museus, porque não se paga.

Bom, mas já agora para que não restem dúvidas, a palavra orgasmo deriva do grego orgasmós, movimento impetuoso dos humores, é o clímax do acto sexual que, no homem é acompanhado da ejaculação de sémen e, na mulher, corresponde à excitação máxima durante a qual ocorrem contracções na vagina, a que se segue, em ambos os casos, o declínio da tensão. É assim que o dicionário da língua portuguesa o descreve.

E você? Mais importante de como o descreve é como o sente. O que faz para o sentir. É mais um impulso físico, ou sente uma interligação com o seu psíquico? Tem presente que não só o orgasmo é sinónimo de prazer sexual?

Está a pensar: “E que tem ela com isso?” Bem visto.

Então nada mais digo a não ser para não se esquecer de estimular a sua vida sexual todos os dias procurando no erotismo e em abordagens extra-físicas um equilíbrio saudável consigo e ou com o seu companheiro (a).

Não me julguem aborrecida, mas sim apenas preocupada com o bem-estar de todos. Não posso deixar de vos lembrar que muitas mulheres sexualmente activas, há anos, nunca sentiram um orgasmo! Outras dizem fingi-lo para agradar aos companheiros!? Totós, eles e elas.

Olhe para este dia pensando na qualidade do sexo praticado, em detrimento da quantidade e seja feliz, muito Feliz.

 

 

Beijocas

Mafalda

 

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