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Catrapiscar

por Mafalda, em 06.08.14

Há poucos dias atrás juntei-me a um grupo de amigas e fomos a um bar da capital comemorar um aniversário.

Desde garota que sempre catrapisquei e era bem divertido. Havia sempre algo de mágico, de inocente, mas ao mesmo tempo os catrapiscares que trocávamos com os rapazes da terra e das aldeias vizinhas que vinham aos bailaricos, tinham um encanto sedutor. De alguns catrapiscares à época resultaram casamentos ainda hoje bem sucedidos.

No bar não demos tréguas à boa disposição. Quando demos por ela estavam uns putos gebos a tentar catrapiscar-nos. Uns otários ordinários que julgamos mesmo estar no sítio errado. 

“Oh “chavalas”, podemos pagar-vos um copo?” Mas que é esta m… dissemos quase em coro.
“Solteironas, divorciadas e cotas são o nosso forte”.

Levantei-me já com a mão enraivecida, mas a tempo uma das presentes segurou-me o braço. “Miúda, vais descer ao nível deles, segura-te”. Rapidamente uns seguranças do bar convidaram aqueles zebus a darem à sola e elegantemente o gerente veio pedir desculpas.

Passamos então a falar dos catrapiscares que cada uma já tinha sido alvo ou tinha sido a protagonista. Chegámos à conclusão de que já não são o que eram. Mas nós também não! Ainda bem.

Hoje catrapiscamos bem mais do que com uma simples sedução de olhar, somos mais arrojadas e atrevidas e, para nosso regozijo, os homens são também eles mais sedutores e ousados.

Felizmente os gebos são uma espécie em extinção. E, afinal catrapiscar, apesar de já não ser o que era, é agora mais elegante e desafiador.

 

Beijocas

Mafalda

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